Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
 

Mutirão de cirurgias de cardiopatia congênita inicia nesta sexta (22)

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Mutirão de cirurgias de cardiopatia congênita inicia nesta sexta (22)

22.09.2017 | Postado por: | 0 Comentários

Quatro crianças serão atendidas em Teresina evitando o deslocamento para outros centros de saúde.


 


A Secretaria de Estado da Saúde inicia, nesta sexta-feira (22), e segue no sábado (23), o primeiro mutirão de cirurgias de cardiopatia congênita para crianças de baixo peso. Nessa primeira etapa, quatro crianças passarão pela intervenção cirúrgica no Hospital São Paulo, unidade habilitada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para realização do procedimento no Piauí.


Treze crianças passaram por uma triagem, sendo acompanhadas por equipes da secretaria e do hospital. A triagem consistia na atualização de diagnóstico, com realização de consultas e exames de imagem, como angiotomografia, para atualização de diagnóstico. Os procedimentos ambulatoriais foram feitos em conjunto com a Fundação Municipal de Saúde. Das 13, quatro têm perfis para realizarem o procedimento.


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Para as nove crianças, foram diagnosticadas que: quatro necessitam realizar cateterismo, três ainda estão sem condições clínicas para a cirurgia, um é adolescente, que será atendido em um hospital credenciado em outro estado, e outra criança passará por novos exames, para fechamento de diagnóstico.


O secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, que esteve reunido na terça-feira (19), com os deputados estaduais João de Deus e Rubens Martins, além de representantes do Conselho Tutelar, Fórum da Primeira Infância e a Superintendência de Relações Sociais do Governo do Estado, apresentou o cronograma de realização das cirurgias, garantindo ainda que “aquelas que necessitam realizar cateterismo, e como o Estado ainda não oferta o serviço, o que obriga o deslocamento do bebê para outros centros de saúde, farão o procedimento aqui no estado, na rede credenciada”.


Este ano, 22 crianças foram cadastradas na Central Nacional de Regulação em Alta Complexidade (CNRAC), do Ministério da Saúde, para realização do procedimento em outros estados. Dados consolidados até 25 de agosto mostram que todas elas tiveram procedimentos realizados, sendo que apenas três serão atendidas até outubro desde ano.


Procedimentos


Um dos médicos que vai acompanhar os procedimentos, o cardiologista Paulo Cortelazzi, explica que em média, por mês, dez crianças passam pelo procedimento no estado. De 2015 para julho de 2017, foram 195 crianças operadas no único hospital do estado credenciado a realizar o procedimento. “Há dois perfis para cirurgia de cardiopatia: aquelas crianças com até 6 meses e peso abaixo de 5kg, o que representa 10% dos casos e que não temos condições de realizar o procedimento aqui, tanto pela estrutura hospitalar como médica; e aqueles pacientes com mais de 6 meses e acima de 5kg, que realizamos as cirurgias aqui e que representam 90% dos casos”, acrescentou o médico.


Com este mutirão, o Estado passará a realizar o procedimento para essas crianças com peso abaixo de 5kg, evitando o deslocamento para outros centros de saúde.


O deputado estadual João de Deus, que esteve na reunião, reconheceu os esforços do governo em implantar o serviço no estado. “É um avanço, a determinação do governo em realizar o procedimento, de podermos construir e dar uma resposta para que essas crianças tenham mais qualidade de vida”, disse o parlamentar.


Ação


Para que os procedimentos pudessem ser realizados em Teresina, uma equipe médica do Pronto Socorro do Coração, em Recife (PE), juntamente com a Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), vai participar das cirurgias, que serão acompanhadas por equipes do Piauí. Ao todo, 12 médicos serão envolvidos diretamente nas cirurgias, entre cirurgiões, anestesistas, perfusionistas e ainda intensivistas.


“A realização do mutirão é um marco na assistência àquelas crianças que não tinham o perfil para serem atendidas aqui, é um grande avanço para essas crianças cardiopatas. Nossa palavra é de agradecimento pela iniciativa da Secretaria da Saúde e todos os profissionais envolvidos”, afirma o conselheiro tutelar Djan Moreira.


Autoria: Graciene Nazareno


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